Fundadora da so+ma é uma das mulheres destaque no empreendedorismo feminino brasileiro

Nunca se falou tanto sobre o empreendedorismo feminino no país. Pode reparar. Seja na mídia televisiva, seja nos portais da internet, blogs e sites especializados no tema, a frase “The future is female” ( em português, “O futuro é feminino”), representa hoje algo muito além do que uma frase de efeito ou estampa de camiseta.

Aliás, ela pode até ser considerado datada, pois, como diz uma outra frase considerada por vezes clichê, “o futuro já começou”.

Indo mais além e quebrando o clichê, a verdade é que as mulheres estão a cada dia, escalando mais e mais na busca pela equidade, e isso se reflete no mundo dos negócios.

Fontes como o Sebrae, relatam que “as mulheres são hoje 34% do universo de 27,4 milhões de donos de negócios no Brasil.”

E no meio de tanta gente boa, há algumas mulheres que são destaque no empreendedorismo.

A fundadora da so+ma é um belo exemplo de mulheres à frente e que tem colhido ótimos frutos em sua empreitada.

Conheça um pouco mais sobre ela e o programa so+ma Vantagens, que vem revolucionando a sociedade, agregando conhecimento, renda, profissionalização e consciência ambiental.

So+ma: estimulando o potencial de pessoas, vidas e ideias

Um negócio bem-sucedido, sobretudo pelo seu poder de transformar a realidade das pessoas e comunidades.

Cláudia Pires é o nome por trás do programa so+ma vantagens e foi por meio dele que se tornou reconhecidamente como um dos grandes nomes do empreendedorismo feminino nacional.

Sua trajetória até chegar ao momento atual conta com a atuação durante duas décadas no mercado corporativo. Somente após todas suas experiências no decorrer dos anos, Cláudia tomou a decisão de investir em um negócio social, tornando-se empreendedora.

Segundo as palavras da própria Cláudia Pires:

“Somos uma fintech em que a atitude é o meio de pagamento.”

Marcando presença com unidades de coleta em São Paulo, Curitiba e Salvador, a so+ma literalmente soma com parcerias envolvendo grandes empresas do Brasil e do mundo, como por exemplo a Heineken.

Histórias de transformação são comuns para aqueles que participam ativamente do programa idealizado por Cláudia.

Como bem ilustra uma matéria feita pelo portal Projeto Draft:

“Um menino de 11 anos fez toda a família se comprometer a reciclar para que ele pudesse ganhar um curso de informática (e ganhou)”. Ou ainda: “Uma senhora do Capão Redondo, em São Paulo, levava seus recicláveis toda semana para acumular pontos e trocá-los por farinha e óleo; com os ingredientes, fazia os pães que vendia na porta de casa”.

Aos 46 anos de idade, Cláudia, que tem formação como Publicitária e Cientista Social com pós em marketing, está habituada a centenas de histórias similares a essas, desde o ano que fundou o projeto, em 2015.

O programa so+ma vantagens tem como foco, incentivar a adoção do hábito de reciclar e antes de tudo, gerar novas oportunidades para moradores das comunidades. Dessa forma, o projeto impacta a população local e resgata até mesmo a autoestima, muitas vezes perdida.

So+ma: dois anos de testes e aprendizado

Mas, se você aí do outro lado pensa que foi só ter a ideia que tudo começou a dar certo, está enganado (a).

Na verdade, antes de chegar definitivamente ao mercado de forma madura, Cláudia Pires quis se certificar de que o produto era, de fato, escalável e com plena capacidade de entregar valor, tanto para as pessoas e comunidade, quanto para si mesmo.

A fase de prototipagem foi determinante para o sucesso de Cláudia. Foi o momento de realizar os ajustes necessários e aprender o que era preciso.

A etapa foi realizada entre 2015 e 2016, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo.

No período, 200 famílias foram cadastradas. Após essa fase, quando o programa so+ma vantagens chegou em Salvador, em cerca de 5 meses o número de famílias cadastradas já tinha a marca de 700.

Os desafios que Cláudia Pires teve pela frente

A princípio, por melhor que fosse a ideia (a possibilidade do cidadão reciclar e com isso, obter pontos para a troca por cursos, produtos, alimentos, etc.), um fato surgiu como uma espécie de barreira para que o negócio de fato, crescesse.

E essa barreira foi preocupante, se tornando um verdadeiro desafio para a empreendedora.

A adesão das famílias não crescia no ritmo que era esperado, o que inicialmente foi uma frustração. O desafio era compreender o motivo e diante desse fato, adotar soluções.

Ainda segundo matéria do portal Projeto Draft:

“A resposta veio da observação das dinâmicas, emoções e vergonhas que, para Claudia, até hoje afastam a maioria das pessoas do hábito de reciclar.”

Ou seja, é comum que as pessoas associem aos resíduos, aspectos negativos. Elas relacionam com coisas sem valor, sujeira, lixo.

Para contornar a situação, Cláudia apostou na linguagem ideal para tratar do tema. Com uma comunicação assertiva, esse bloqueio tem sido cada vez mais superado, ressignificando assim a relação do público-alvo com o resíduo que é reciclado.

Cursos x alimentação

A troca de pontos por produtos alimentícios ainda é o carro-chefe do programa. No entanto, a empreendedora tem tentado mudar um pouco a perspectiva dos participantes.

De acordo com Cláudia:

“Nosso olhar está voltado para quantos quilos de arroz ela poderia comprar depois de escolher uma formação. A decisão continua sendo dela, mas usamos esses pequenos ‘empurrões’ para torná-la mais fácil”

Uma das formas de mostrar às pessoas o quão vantajosa tem sido essa possibilidade, a de trocar pontos por cursos ao invés de somente alimentos, é o exemplo vivo das pessoas da comunidade que optaram pela formação profissional.

De acordo com as palavras de Cláudia Pires:

“A pessoa fica sabendo que um vizinho fez um curso, conseguiu melhorar algo em sua vida — e passa a querer isso também”.

E você, já conhece o programa so+ma vantagens ou gostaria de entender um pouco mais? Acesse o site no link.

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